O conceito de inteligência emocional foi popularizado por Daniel Goleman em meados da década 90 e é um termo que vem aparecendo bastante nas conversas atuais. Mas o que seria inteligência emocional? Como desenvolvê-la?
Inteligência emocional é a habilidade correspondente ao reconhecimento de seus próprios sentimentos. Ela também se refere a compreensão dos sentimentos alheios, englobando a capacidade de lidar bem com emoções e sentimentos em âmbito geral.
Qual a principal característica de uma pessoa emocionalmente inteligente?
É preciso entender que uma pessoa emocionalmente saudável não é aquela que não se frusta. Uma pessoa emocionalmente saudável é aquela que busca aprimorar a sua compreensão sobre as emoções e ações resultantes delas.
O QE, quociente de inteligência emocional, é tão importante quanto o QI, quociente de inteligência. Saber lidar psicologicamente com sucessos e fracassos é essencial para alcançar o famoso equilíbrio.
Diante disso, quem não quer ser inteligente emocionalmente, não é? O bacana mesmo é que essa é uma habilidade pode ser desenvolvida. As emoções vão sendo sentidas ao longo de todo o ciclo de vida humano. Quanto antes aprendermos a lidar com cada uma delas, melhor!
Alguns estudos afirmam que o que aprendemos antes da fase adulta tem grande influência nas nossas vidas. Por isso é tão difícil desconstruir padrões de educação arraigados. Outros estudos contam que a partir dos dois anos e meio já é possível educar emoções.
Qual o papel da educação emocional na vida do seu filho?
Os pais têm grandes responsabilidades. Entre elas está ensinar a pensar sobre suas emoções. É preciso que as crianças saibam identificar o que sentem e também os que o outros sentem. Sentimentos como empatia são desenvolvidos nesse processo. Essa educação faz com que a capacidade de se comunicar melhore, bem como o aprendizado cognitivo.
Existem alguns pilares para que o QE seja melhor desenvolvido. Os 5 principais são:
1 – Vínculos afetivos e efetivos
Vínculos familiares são essenciais, principalmente nos primeiros anos de vida. Na adolescência grande parte das pessoas tende a se distanciar dos vínculos familiares. É importante sempre alimentá-los. E se não existem, está na hora de criar esses laços, que além de bonitos, são reconfortantes.
Esses laços exigem empenho e dedicação constante para sejam firmes. Estar disponível para conhecer, acompanhar e se deixar ser conhecido é um ponto-chave. Busque o equilíbrio para que a confiança possa se estabelecer. Não deixe passar o momento da conversa, orientação, do carinho, do olhar nos olhos. E lembre-se de estar ali até mesmo para as angústias e frustrações. A ideia é que seu filho se sinta seguro e saiba que pode contar com você.
2 – Frustrações
Negar também faz parte do processo educativo. Os pais têm tendências a superproteger seus filhos. O ideal que você não impeça que as frustrações aconteçam. Elas devem acontecer. Você apenas oferece todo o apoio emocional ao seu filho para que elas logo passem.
Esse o momento em que você pode ensiná-lo sobre os motivos das dificuldades, sobre as emoções que podem surgir nesse momento. Choro, tristeza, raiva, entre outros. Ensine o que é correto a se fazer. Também é um bom momento para entrar no próximo ponto-chave.
3 – Resiliência
É justamente nos momentos de frustrações que a capacidade de resistir é testada. A palavra resiliência está relacionada à capacidade de lidar com problemas e superar obstáculos. Ensinar resiliência e otimismo melhoram o processo de aprendizagem e potencializam a satisfação pessoal.
A principal lição a ser aprendida sobre resiliência é que tudo tem seu tempo. Nem sempre se pode ganhar. E nem vamos perder a vida inteira. É preciso esperar. E algumas vezes é necessário ceder ou recuar.
4 – Expressão
Tudo que sentimos pode ser expressado de diferentes formas. O que não pode é ficar guardado. Porque uma hora ele vai ter que sair. Conhecer sentimentos e emoções, saber nomeá-los é o primeiro passo para tomar decisões certas na hora de comunicá-los ao mundo.
Portanto, seja por meio de arte, esportes, brincadeira, conversa, incentive a comunicação das emoções dos seus filhos. Ensine o significado de empatia e espaço pessoal. Inclusive respeite esse espaço também. Expressar o que se sente é essencial para saúde mental e física de todos nós.
5 – Autoestima
Por último, e não menos importante, a autoestima. Ela está relacionada a permitir que seu filho se sinta seguro a arriscar. Ter autoestima é confiar em si mesmo. No próprio potencial. Ser independente de opiniões alheias.
Elogie seu filho para além de beleza e capacidade. Elogiar o esforço e dedicação é muito mais efetivo para estimular o crescimento pessoal. Não cobre e nem elogie excessivamente
O caminho do meio é sempre o melhor. Para alcançarmos equilíbrio precisamos trabalhar diversas habilidades. E isso vale para os pais que querem ensinar seus filhos a serem melhores dentro da sua própria personalidade. Emoções e sentimentos é o que nos diferencia de qualquer outro ser vivo. Então comecemos a identificá-los.
Beijo na alma!