controle emocional

Olá Pessoal!

Vamos iniciar hoje uma série de 4 textos sobre as pressões da vida profissional de um líder. Serão 3 perspectivas diferentes e um texto só sobre soluções para descomprimir. Nesse primeiro texto falaremos sobre as pressões externas que o líder sofre. 

Antes de mais nada, quero compartilhar com vocês uma frase que li na agenda atitude do site positive-se: “É preciso lembrar que diamantes são pedaços de carvão que se saíram bem sob pressão. Prepare-se para a pressão”. Ou seja, a pressão é necessária. Faz parte do crescimento pessoal e profissional. Certamente, um líder de sucesso aguenta a pressão, evolui e cria estratégias para fazer a sua descompressão física e psicológica. Muitas das vezes ele também precisará descomprimir toda a equipe. Mas, em relação a equipe falaremos no terceiro texto.

Vamos ao assunto de hoje!

Existem inúmeras pressões externas que um líder sofre quando assume um cargo de gestão. Abordaremos aqui as cinco mais relevantes nessa pandemia: Home office, falta de informação, cobrança por metas, acúmulo de carga de trabalho e autoridade mal delegada. 

Home Office:

Assim que, o isolamento social foi implantado, muitas empresas adiantaram o que estava previsto para o futuro: O Home office, o trabalho remoto, as videoconferências, os escritórios adaptáveis em casa, a mistura entre vida pessoal e trabalho, etc. Decerto, foi um processo de adaptação forçado e extremamente rápido. Sem muito tempo para planejar e estruturar. A “obrigatoriedade” de se criar uma nova forma de trabalhar em pouco tempo gerou estresse. Além disso, a pressão dos superiores em cima do líder para resolver todas as questões das necessidades dos funcionários em Home office, causou um desconforto físico e emocional. Só para exemplificar, o líder teve até que aprender a resolver problemas técnicos de internet para viabilizar as reuniões online. 

Falta de informação:

Essa falta de informação é, não apenas, da empresa, como também, do governo. A pandemia chegou e mudou tudo. As novas regras na legislação trabalhista abalou a maioria dos trabalhadores e empresários. Passamos por um momento de ajustes e reajustes nas leis. Cada hora surgia uma informação diferente. Quando achávamos que uma medida provisória seria sancionada, vinha outra informação do Congresso e alterava alguma coisa. As mudanças nos contratos de trabalho foram tantas que os RH’s quase piraram! Rsrsrs. Do mesmo modo, as politicas internas das empresas também precisaram ser reestruturadas. A pressão em se atualizar instantaneamente e administrar todas esses dados, também causou um desconforto físico e emocional no líder. Dessa forma, o líder teve que ter paciência e jogo de cintura para assimilar, compreender, acatar e repassar os novos procedimentos legais para todos os colaboradores. Por certo, a comunicação nesse momento foi crucial. 

Cobrança por metas:

Apesar de, todas as mudanças ocorridas no mundo empresarial, a cobrança pelo atingimento das metas praticamente não mudaram. Devido a queda nas vendas, o faturamento das empresas diminuíram. Com isso, os empresários e empreendedores tiveram que pressionar seus funcionários a criarem coisas novas e novas formas de abordar os cliente para retomar as vendas. E adivinha quem recebe toda essa pressão? Acertou quem falou que é o líder! O líder teve que se reinventar e usar toda sua experiência e criatividade para colocar seus produtos e serviços na mundo digital, criando campanhas e promoções para se manter competitivo no mercado. No momento em que, novas contas de redes sociais e aplicativos foram criadas, novas cortes financeiros e remanejamentos de budget foram necessários para investimentos em propagandas online. Haja pressão!

Acúmulo de carga de trabalho:

Muita coisa nova surgindo, muita informação para processar, muitas atividades, que antes não existiam ou que não eram prioridades, passaram a existir e se tornaram prioridades. No entanto, nenhuma atividade que o líder fazia antes foi cortada. Como resultado, as atribuições aumentaram e os líderes tiveram que trabalhar mais. Perguntem para um líder o que é hora de almoço e o que é hora de para de trabalhar! Eles não vão saber te responder. Só sabem que precisam começar a trabalhar mais cedo para dar conta de tudo. Sem contar que, com algumas demissões, eles tiveram que acumular algumas funções. Como consequência, má alimentação, má gestão do tempo e uma má noite de sono. Qual saúde aguenta?  

Autoridade mal delegada:

Não sei se você já passou por isso, mas eu já! Primeiramente, seu superior imediato fala para você resolver tudo sobre um determinado assunto e que você possui autonomia suficiente para tomar uma decisão. Posteriormente, ele chega pra você e fala: Quem mandou você resolver isso!? Aí, a gente faz cara de paisagem e responde: o senhor! Isso causa um desconforto emocional muito grande. A pressão em resolver os problemas da melhor forma possível, prevendo como a diretoria vai se posicionar é um mega desafio para um líder. E lidar com isso pode ser aprendido através de estratégias organizacionais que englobam muitos pontos. Desde o autoconhecimento até a capacidade de negociação e comunicação.

Algumas outras coisas também acontecem na prática de forma diferente da teoria. Como por exemplo, o CEO da organização delegar mais poderes e autonomia para um assistente do que para o coordenador do setor. Com isso, a guerra de egos se inicia. Enfim, muitas coisas precisam de ajustes e muitas outras coisas precisam de reformulação total, para diminuir o estresse. 

Válvula de escape:

Quando eu falo aqui de válvula de escape, eu estou falando de uma solução para diminuir os impactos físicos e psicológicos das pressões do trabalho. A comunicação não violenta (CNV) é uma válvula de escape de extrema importância nessas situações para desestressar. É uma estratégia para aumento a colaboração e diminuir os maus entendidos. É uma questão de treino. Talvez provavelmente, será desafiador, praticar repetidamente a CNV durante as situações mais estressantes e urgentes. Porém, é muito possível. Como falei, é questão de treino. Vamos aos pontos a serem explorados na CNV:

  • Observar o fato acontecido sem juízo de valor;
  • Identificar o sentimento que o fato causou;
  • Reconhecer a necessidade em questão;
  • Fazer o pedido de forma clara, objetiva e positiva.

Esses pontos devem ser analisados pelos dois lados da comunicação: quem fala e quem ouve. Fazer um treinamento de CNV para a alta gerência, é o primeiro passo para construir uma comunicação assertiva no ambiente de trabalho. O exemplo começa de cima para baixo. 

Com toda a certeza, estamos vivendo um tempo turbulento, mas que gera muito crescimento. Então, bora aproveitar e crescer!

Se precisar tirar dúvidas e aprender mais profundamente sobre a válvula de escape de hoje, é só mandar mensagem que a gente responde!

Obrigada pela sua atenção!

Até semana que vem!

Tenha uma excelente semana!

Lembre-se: O autoconhecimento é primordial para seu sucesso!