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Você conhece a força que tem? 

Hi pessoal!!!

Como vocês estão?
O mês de abril está movimentado. Várias coisas acontecendo no Brasil e no mundo… nos deixa bem reflexivos, não é mesmo?Anteriormente, falamos sobre a forma como vemos o mundo, nosso Mindset, que pode ser Fixo ou de Crescimento, segundo a Drª Carol Dweck.

Hoje, vou começar fazendo uma pergunta: VOCÊ CONHECE A FORÇA QUE TEM?

Vou trazer uma estória bem interessante para introduzir nosso assunto…

O circo se instalou naquela cidade e trouxe várias atrações. Logo as pessoas se aglomeravam para ver a principal delas, um elefante, que durante o dia ficava do lado de fora amarrado por uma pequena corda.  

Um jovem observando aquela pequena corda que segurava o animal, se aproximou do domador que tratava o bicho e expôs a sua curiosidade.

– Amigo! Esta pequena corda não vai segurar esse elefante se ele resolver escapar. Pode ser perigoso um bicho desse tamanho solto pelas ruas de nossa cidade.

O que respondeu o domador olhando calmamente para o curioso.

– Ele nunca vai escapar!

O jovem insistiu.

– Mas como você tem tanta certeza que ele nunca tentará escapar? É um espaço pequeno e esta fina corda não vai segurá-lo se revolver conhecer a cidade.

O domador olhando dentro dos olhos do rapaz esclareceu.

– Ele não sabe da força que tem!

O rapaz não satisfeito questionou aquele homem que parecia ser imune da preocupação.

– Mas ele poderia tentar e logo saberia que é muito mais forte do que esta corda que o prende.

O domador, continuando a tratar o elefante, respondeu o rapaz curioso.

– Para ele saber que pode, teria que ser treinado desde pequeno. Agora já é adulto e segue as ordens como aprendeu durante a vida.

O rapaz sorriu com um olhar sarcástico.

– Ah! Mas se um ele tentasse, você estaria em apuros.

O domador devolveu o sorriso com o mesmo sarcasmo que foi interrompido.

– Meu jovem, quantas pessoas você conhece que seguem ordens todos os dias e nunca fizeram nada diferente do que foram treinados? Que nunca tentaram escapar? O elefante é como uma pessoa. Amarrado desde pequeno em uma corrente, ele vai tentar, e tentar escapar daquele espaço querendo descobrir novas coisas. Com o tempo vai acreditar que nunca conseguirá e assim podemos amarrá-lo, domá-lo e usá-lo para o que quisermos. Com uma pequena corda, ou até um barbante podemos segurá-lo. Enquanto estiver alimentado em sua zona de conforto, este pequeno espaço, nunca tentará nada diferente.

Falar sobre nossa força está diretamente ligado às nossas CRENÇAS. E, para isso, é importante termos clareza de como nosso cérebro funciona. Por isso, o modelo  “Iceberg” é uma metáfora, criada pelo escritor norte-americano Ernest Hemingway, que direciona nosso entendimento de como funciona o comportamento do ser humano. 

Um iceberg é um gigantesco bloco de gelo, cuja parte visível, isto é, acima da superfície da água, corresponde a, apenas, 5 a 10% do seu volume total. Os 90 ou 95% restantes, permanecem submersos e, mesmo imperceptíveis, determinam o tamanho e a atuação do iceberg. Assim como no iceberg, apenas uma pequena parte é visível, no ser humano, apenas, os resultados e alguns comportamentos são perceptíveis. Os 90 ou 95% restantes, isto é, os pensamentos e sentimentos que determinam a atuação do que é visível, estão submersos e desconhecidos, tanto das pessoas à volta, como, muitas vezes, da própria pessoa. Desta forma, o que acreditamos e os nossos valores, determinam como será nosso mindset.

Então, Crenças são as percepções que uma pessoa tem de si mesma e do mundo e as adota como verdadeiras e absolutas.

Nós interpretamos a vida de acordo com o nosso mundo interior. Vemos tudo de acordo com o nosso óculos, baseadas em nossas experiências e aprendizados já vistos, vividos ou ouvidos. Se você pensa que pode, você está certo. Se você pensa que não pode, você está certo. Tudo tem a ver com o que você constrói dentro de você.

Existe um sistema de crenças, composto por: 

  • Dogmas – “Eu estou certo e você está errado!”
  • Senso comum – “Simplesmente sabemos!”
  • Fatos comprovados – “Eu tenho as evidências!”
  • Crenças construídas – “Eu sou, Eu faço, Eu tenho…”

Podem ser:

> hereditárias. É representada por tudo aquilo que o indivíduo ouve dos pais e observa em seu sistema familiar. …

> sociais. São as crenças populares impostas pela mídia ou pela sociedade. …

> pessoais. São as crenças criadas a partir da experiência individual.

Quando aprofundamos as reflexões sobre o assunto, podemos observar que, muitas vezes, aquilo que acreditamos e vivemos é resultado, também, de nossas escolhas, baseadas nessas crenças e na perspectiva de mundo que temos.

É interessante, porque estes comportamentos, atitudes e, até, falas, são tão automáticos e, algumas vezes, não paramos para perceber e identificar de onde eles vêm. Na grande maioria, foram enraizados em nossa infância e consolidados ao longo da vida.

A animação “Divertida Mente”, apresenta de forma simples e clara, como nossos valores e crenças se constroem e que tipo de pessoa podemos nos tornar, se não agirmos para ressignificar as experiências negativas, transformando-as em aprendizados e em novos hábitos e comportamentos.

Aqui tem alguns exemplos de Crenças Clássicas:

“Não tenho tempo para nada”;

“Não sou bom o suficiente”;

“Não sei tudo o que preciso”;

“Não consigo aprender isso”;

“Tudo precisa ser perfeito”;

“Não consigo me organizar”;

“Eu não mereço sucesso ou coisas boas”;

“Não tenho jeito para isso”;

“Eu não posso 

“Eu não consigo”;

“Sou muito velho para isso”;

“Sem trabalho duro não se consegue nada”;

 

“Estou destinado a essa vida e a ser desse jeito porque essa é a situação da minha família e por isso, é a minha”;

“Não tenho dinheiro para nada”;

“Não é possível viver do que se ama”;

“É difícil”;

“Homem não presta”;

“Mulher loira é burra”;

“Pode ficar pior”;

“Não posso ser mais próspero que meus pais”

“Dinheiro é sujo”;

“Prefiro ser pobre e honesto”;

Em nosso próximo encontro aqui, vou aprofundar um pouco mais sobre o impacto que as crenças causam em nossa vida e nossos relacionamentos, pessoais e profissionais. 

Por hora, meu convite é que você reflita:

  1. Em que você tem acreditado? 
  2. Estas afirmações acima estão fazendo parte da sua vida?
  3. Como elas estão impactando seu dia a dia?

Entendo que este assunto mexe bastante com nossa auto percepção, por isso, me coloco a disposição para te ajudar a se conhecer mais e superar o que te atrapalha. Conte comigo e com minha equipe!

 

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